Pobre
Pobrício, estava lá, nem estava ai, chegou de ontem, mas sem sabia que dia era,
lamentou-se “não sei entrar e nem sair”, pobre Pobrício, cansado de não fazer
nada, chutava a lata e lia o gibi, estava lá amargurado, mas estava presente
aqui e pobreza do Pobrício era tanta, tanta, que tinha tudo, imagine só, podia
fazer tudo, mas nem sabia, quanto desperdício, “do que?” me perguntei, “do
tempo” respondi, que dó do pobre Pobrício.
Esse mundo é bem pobre, pensei, mas
imagina só se a moral o dinheiro acabasse, ficariam loucos só porque
poderiam tudo, nossa que poder, melhor eles continuarem sentado nos banquinhos,
vai que ficam sem o chão, que dó do pobre Pobrício, nem para ficar sozinho com
a pobreza, o danado não tinha paz mesmo, ainda tinha que viver em uma família
enorme, brigavam por um pedaço certo do pão.
Seria rico se não fosse certo, a não
me desculpe, seria Sereia se não fosse Mágico, ah! esses ensinamentos corretos,
por esses dias estava andando na certeza e cai, imagina só, ela me deixou sem
chão, que pecado, eu que não seja culpado, pela pobreza do Pobrício, ele que
quis assim, estava falando com ele sobre a certeza ele agarrou de primeira, nem
ouviu dizer que era logo o motivo da pobreza, quem sou eu para julgar, vai que
ele da azar no azar e tira uma sorte.
Como já dizia o velho deitado, mas
vale um sincero na mão que dois na moralidade, não, acho que não, ele dizia
alguma coisa assim, mas falou tão baixo que quase ninguém ouviu, pobre Pobrício
deve ser surdo, nem mesmo pode ouvir o que fala, imagina só um dia pede ouro e
depois que descobre que estava pedindo para ser tolo...

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