A Morte que acaba com a vida é a
mesma que a guia para o futuro, aqueles que não procrastinam são assim porque com
certeza sentem a vida em seus corpos, a ampulheta do tempo corrói os poucos
anos de vida, as rugas se pregam no rosto e os cabelos brancos tingem a
juventude, eis que esta pintada a velhice, ainda há aqueles que nem pelas rugas
e nem pelos brancos fios, mas sentem-se velhos, pois a anima que os movia está
deteriorada pela profanação causada pela tenebrosidade humana, são cheios de
vazio e estão tão a sós que nem a identidade de si os acompanha, são criaturas
inanimadas da modernidade, talvez elas pudessem se chamar de arte moderna, pois
com certeza aqueles que projetaram a modernidade os tornaram esses constructos
niilistas.
Que a exaltação as
sensibilidades, emoções e racionalidades humanas possam ser superiores em nosso
discurso do que uma fraqueza apaixonada e ignorante que só promete tortuosos
caminhos, não apenas para depois da morte, mas para a vida, buscam consolar a
vida e morte com ilusões que em sua maior parte só causa sofrimento e dor a
aqueles que conseguem o mínimo de autoconsciência, necessitamos ainda mesmo
depois de todo conhecimento obtido o “religare” o que não nos impede de
cautelosamente avaliarmos quais melhores caminhos, nós por conta própria
descubramos nossa realidade e aquilo que é verdadeiro a cada um, que seja por
amor ou por dor, seja por si só, sem mais ele ou ela, que seja através da sua
própria identidade.
Talvez ao ler até aqui pensou que
talvez seja muita informação, talvez não de tempo, talvez a morte, mas assim
por todos os talvez que te levam adiante, pense e faça, construa quem você
deseja ser dentro da sua condição de possibilidade, encontre-se onde for
possível e quando impossível imagine, quando sonhar admire quando acordar viva,
nem sempre o certo é o necessário e vice-versa a cada qual tem seu papel,
escreva ainda que o ele não leia, o si-mesmo o encontrara, quando se esgotar
morra, mas morra com vontade.

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