sexta-feira, 27 de maio de 2016

Um Dia Qualquer Sobre: Intimidade



   No toque descubro, no vem e no vai, por cima ou por baixo, me acho, me escondo do outro, me revelo assim, me envergonho de mim, por mais excitação assim, me desejo em segredo, não conto e confronto, o outro me julga e me culpa, me chupa, gozei, não sei estou confusa, me abusa e me usa, me puxa para seu lado, me da uma amasso, orgasmo na minha boca, no meu corpo, que louco, não tem hora, não tem lugar, sexo sem ser vulgar, ou vulgar e com tesão, na minha mão, na minha cara, que coisa rara, depois a sinceridade, que pecado, cada um para o seu lado, vai entender por qual razão, ou tesão, até coração.
Ai vem a moral dita e põem certeza, diz que é a verdade que aquilo é maldade, garota interrompida, garoto castrado, mundo mal amado é esse o resultado, lar doce lado, cada um com seu fardo do pecado para curar, mas namorar não é pecado, é sinal do sonhar que também é uma arte de amar, um mundo paralelo que te deixa sem ar, ai vem à ética e te cobra estética, pessoa mais ou menos bonita, ou rica, tanto faz qual aspecto, mas tem que estar com o nível no teto, tanto faz a fama tem que também ser bom de cama, tanto faz a amizade tem que tratar com formalidade, tradição, negação e cordialidade, depois você geme se houver necessidade.
Para você que pensou depravação, sentiu também atração, não tem a coragem de admitir, para si muito menos para o outro, que só pensa no coito, não posso nem dizer coitado, perderia o significado, com o dedo molhado, ou com ele na mão, relaxa com a vida, peitos na vinda, bunda da ida, sentando ou na horizontal, qual quer cama é sutra, é mantra e é tantra, se encaixa e se acha, se descobre e se desvela, é Eros nos elos que se mostra presente, é quente, macio, ardente...

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